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Uma livraria consegue manter um Centro Espírita?

A principal finalidade da livraria espírita é a divulgação das ideias do Espiritismo, que nasceu com a publicação de O Livro dos Espíritos. Foi dessa forma Allan Kardec deu início a uma verdadeira Revelação. Decorridos mais de 160 anos daquele lançamento, dezenas de milhares de centros espíritas em todo o mundo recebem pessoas, auxiliando, orientando, ensinando e oferecendo oportunidades de servir, com base nessas ideias. Como instituições, os centros espíritas são fundados, crescem e se sustentam através dos recursos de seus colaboradores voluntários. Muitos retribuem, dedicando seu tempo como integrantes de suas equipes de trabalho. Mas para manter uma sede é preciso cuidar da conservação, pagar aluguel, tributos e serviços. Há inúmeras formas de arrecadação para auxílio financeiro, mas nem sempre a livraria é lembrada como tal. Em geral, as livrarias dos centros espíritas iniciam de maneira muito simples. Alguns exemplares ficam espalhados em uma mesa, comprados ou cedidos em consignação por editoras e distribuidoras espíritas com descontos em relação ao preço de capa. Um voluntário se encarrega de atender os interessados, esclarecer sobre os conteúdos e fazerem a transação

Os três maiores inimigos do livro espírita

Para todos nós, que abraçamos a causa do livro espírita, qualquer impedimento à sua produção e divulgação pode parecer impensável. O livro é, desde o surgimento do Espiritismo, em 1857, a principal mídia para veiculação das ideias da Doutrina Espírita, através dos mais diversos gêneros literários. Se o Espiritismo é para nós um dos mais importantes recursos para nos desenvolvermos, temos uma dívida de gratidão para os livros espíritas. Porém, o advento da pandemia de Covid-19, que trouxe radical mudança no panorama das atividades humanas e, em particular, para nós espíritas, tornou evidentes alguns problemas, que já existiam, mas não estavam em evidência. Para facilitar sua memorização, designaremos os três inimigos do livro espírita como os 3 P’s: P de Pirataria P de Preguiça P de Presunção Iniciemos pela Pirataria. Sem dúvida a maior veiculação de lives, palestras, encontros, cursos e reuniões através dos meios digitais aproximou o público de muito mais fontes de informação, localizáveis pela Internet. Porém, tanto na vida digital como na vida física, encontram-se coisas boas e ruins. Sempre houve quem fizesse cópias reprográficas de livros,

Os livros mediúnicos são autênticos?

Somente há sentido em debater esta questão entre pessoas que conhecem o que é mediunidade. Obviamente, há muitos que não creem na possibilidade de comunicação com alguém que já passou pela morte de seu corpo físico e continua sua vida numa dimensão extrafísica. Portanto, este conteúdo não se dirige a estas pessoas, muito menos tem qualquer pretensão de convencimento. Historicamente, as primeiras comunicações documentadas e investigadas por métodos científicos foram sons e movimentos de objetos, que o Espiritismo denomina de efeitos físicos. Utilizava-se uma correspondência convencionada entre as letras do alfabeto com quantidades de pancadas ou movimentos de objetos. Tais ocorrências se deram a partir da metade do século XIX, na Europa e América do Norte. A eficácia do processo de comunicação foi aumentada com o uso de lápis ou penas de escrever, adaptadas a suportes que deslizavam sobre o papel. E o próximo passo foi o treinamento de pessoas (médiuns) para segurarem a caneta e permitirem seu movimento sobre as folhas. Essa mudança aumentou a velocidade da escrita mediúnica (psicografia) e possibilitou a pintura mediúnica (psicopictografia), porém tornou o

O que tornou “Nosso Lar” um extraordinário sucesso editorial?

Talvez este seja o livro espírita mais conhecido por pessoas não espíritas. Escrito por Chico Xavier e lançado em 1944, já teve mais de 2,3 milhões de exemplares vendidos. Foi traduzido para vários idiomas, incluindo inglês, alemão, francês, espanhol, russo, japonês, tcheco, Braille e grego. Neste ano de 2024, esse lançamento completará 80 anos de sucesso editorial. Mas nem sempre foi assim. Durante os primeiros vinte anos de publicação, diversas discussões polêmicas foram travadas em torno do livro. A riqueza de detalhes, as informações sobre a organização das colônias espirituais, as semelhanças e diferenças com a vida dos encarnados, tudo isso gerou muitos debates. Sob a orientação rigorosa e clara do espírito Emmanuel, o trabalho de Chico Xavier não se deteve aí. Sem se desgastar com as opiniões contrárias, o plano editorial traçado pelo mentor levou à produção de todos os treze livros da série “A Vida no Mundo Espiritual”, como ficou conhecida esta coletânea, com as seguintes datas de publicação: Nosso Lar – 1944 Os Mensageiros – 1944 Missionários da Luz – 1953 Obreiros da Vida Eterna – 1946

Como escolher os melhores títulos para nunca perder vendas na livraria espírita

Em geral, as livrarias dos centros espíritas são administradas por voluntários que, munidos de boa vontade, doam seu tempo e dedicação para que a mensagem do livro espírita possa contribuir com a causa do bem. Por isso mesmo, são as pessoas que possuem o perfil mais indicado para associar o acervo disponível na livraria com as atividades de seus frequentadores. Em primeiro lugar, analisemos a assistência espiritual. A pessoa que vai ao centro espírita pela primeira vez, em geral tem como motivo alguma dor pessoal. Seja a perda de um ente querido, dificuldades de relacionamento familiar, perdas materiais imprevistas ou questões íntimas existenciais. As casas espíritas bem orientadas têm equipes de recepção, encaminhamento e entrevistas individuais, geralmente denominadas equipes de “Atendimento Fraterno”. Seu papel é o acolhimento emocional e as orientações iniciais. É o momento de ouvir corações, com breves comentários de esclarecimento. Em seguida, as pessoas atendidas costumam ser reunidas em um ambiente para ouvir exposições sintéticas sobre conceitos morais extraídos do Evangelho e comentados à luz das ideias espíritas. É o que em geral se denomina “preleção evangélica”,

As falhas do médium podem comprometer a credibilidade de um livro psicografado?

Allan Kardec traçou as bases do método científico espírita, desafiando-se a demonstrar a veracidade das fontes da Doutrina Espírita em um contexto de intensa oposição. Na era da filosofia positivista, ele utilizou a argumentação lógica com grande êxito, como evidenciado em uma das obras fundamentais, O Livro dos Médiuns, publicado em 1861.  Kardec esclareceu que as falhas nas comunicações mediúnicas podem resultar de má fé ou falta de estudo por parte dos médiuns, e suas ponderações permanecem sólidas até hoje. Cabe ao leitor e pesquisador exercer um raciocínio crítico para aceitar ou rejeitar as mensagens mediúnicas. Kardec enfatizou que, segundo o Espírito Erasto, “é melhor repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade.”  Essa afirmação nos lembra que, embora não devamos repelir a verdade, é crucial que alguns fatos espirituais sejam confirmados por um esforço investigativo sincero, evitando assim os malefícios que podem advir da aceitação de falsidades. Na Introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo, Kardec introduziu o conceito de “Controle Universal do Ensino dos Espíritos”, um critério que ainda é relevante para os pesquisadores espíritas.  Segundo tal critério, a